O quadro acima retrata o Rei católico polonês Jan Sobieski III na vitoria contra os muçulmanos na batalha de Viena no ano de 1683.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Purgatório existe: é uma fornalha, e não um salão de beleza.





Realmente o modernismo católico vai aos poucos minando a fé dos católicos, embora em muitos destes haja ainda reservas morais que os preservam. Conversando com uma senhora, ela me disse que acreditava na existência do Purgatório, o que para mim foi uma surpresa, pois os católicos modernistas negam veemente sua existência e a do Inferno com um argumento falso sobre a Misericórdia de Deus.

Pois bem, essa senhora me contou que um padre (modernista, é claro) lhe havia dito que o Purgatório era como um salão de beleza para onde as pessoas vão após a morte, a fim de irem em seguida para o mais belo Paraíso. De fato devemos concordar que as almas chegam imundas ao purgatório, pois embora tenham se salvado pelo arrependimento de seus pecados, têm que pagar a pena devida. Daí a importância das indulgências e a correta devoção ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, hoje esquecidas da imensa maioria dos católicos.

Ocorre que o padre que falou tal leviandade dá a entender que o Purgatório seria um lugar onde as pessoas lavam e escovam seus cabelos, fazem suas unhas e passam um perfume. Ainda bem que não é assim, pois do contrário não haveria ali lugar para os homens. Só as mulheres é que passariam por lá.

Mas poderíamos dizer que o Purgatório é um lugar onde as almas se lavam dos pecados cometidos na vida terrena, mas nele o que lava não é a água, e sim um fogo, comparado ao do Inferno, com a diferença de que as penas do Inferno são eternas, enquanto as do Purgatório são temporárias.

De qualquer jeito, se há um lugar pelo qual eu não gostaria de passar após a morte é o Purgatório, e em vida, um “salão de beleza”.

Vejamos então o que diz Santa Faustina em seu diário:

“Em determinado momento, à noite, veio ter comigo uma das nossas irmãs, que morreu há dois meses. Era uma irmã do primeiro coro. Eu a vi num estado terrível. Toda em chamas, o rosto retorcido de dores. Isso durou um breve momento e logo desapareceu. Um tremor atravessou a minha alma, porque não sabia onde sofria, se no Purgatório ou no Inferno; contudo dobrei as minhas orações por ela. Na noite seguinte veio novamente, mas a vi em estado mais terrível, em chamas ainda mais intensas; no seu rosto estampava-se o desespero. Fiquei muito admirada porque, depois das orações que por ela ofereci, vi-a em pior estado e perguntei: “Não lhe ajudaram as minhas orações?” Respondeu-me que nada lhe ajudaram as minhas orações e nada ajudariam. Perguntei: “As orações que toda a Congregação lhe tinha oferecido, também essas não lhe trouxeram nenhuma ajuda?” – Respondeu-me que nenhuma. “Essas orações beneficiaram outras almas”. Disse-lhe então: “Se as minhas orações nada ajudaram à Irmã, peço que não volte mais a mim.” E desapareceu imediatamente. No entanto, não cessava de rezar. Depois de algum tempo, veio visitar-me novamente à noite, mas num estado diferente. Já não estava em chamas, como antes, e o seu rosto estava radiante, os olhos brilhavam de alegria e disse-me que eu de fato possuía verdadeiro amor ao próximo, que muitas outras almas tiraram proveito de minhas orações e encorajara-me a não deixar de rezar pelas almas que sofrem no Purgatório e disse-me que ela já não ficaria muito tempo no Purgatório.”


Em outra parte do seu diário encontramos:


“Vi o Anjo da Guarda que me mandou acompanhá-lo. Imediatamente encontrei-me num lugar enevoado, cheio de fogo, e, dentro deste, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem nenhum resultado para si mesmas; apenas nós podemos ajudá-las. As chamas que as queimavam não me tocavam. O meu Anjo da Guarda não se afastava de mim nem por um momento. E perguntei a essas almas qual era o seu maior sofrimento. Responderam-me, unânimes, que o maior sofrimento delas era a saudade de Deus. Vi Nossa Senhora que visitava as almas no Purgatório. As almas chamam a Maria ‘Estrela do Mar’. Ela lhes traz alívio. Queria conversar mais com elas, mas o meu Anjo da Guarda fez-me sinal para sair. Saímos pela porta dessa prisão de sofrimento. Ouvi então uma voz interior que me dizia: A Minha misericórdia não deseja isto, mas a justiça o exige. A partir deste momento, me encontro mais unida às almas sofredoras.



Para quem quiser conhecer mais testemunhos de Santa Faustina Kowalska sobre a existência do Purgatório, recomendo que deixe de lado a preguiça e comece a leitura de seu Diário.

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