O quadro acima retrata o Rei católico polonês Jan Sobieski III na vitoria contra os muçulmanos na batalha de Viena no ano de 1683.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Proibição da divulgação da divina misericórdia durante o período do concilio vaticano II no reinado do Papa João XXIII.









Muitos católicos veneram hoje os escritos de Santa Faustina Kowalska sem se darem conta de que sua divulgação foi proibida pela Santa Sé no Pontificado do Papa João XXIII (conforme documentos acima), recentemente canonizado pelo atual Papa Francisco no dia da Misericórdia do ano de 2014.







Muitos católicos nem sabem na verdade quem foi João XXIII, e muitos, mesmo entre os mais velhos, que viveram durante o seu reinado, não se lembram dele. Muitos viviam a geração de 1968, do lema “é proibido proibir”, da liberação das drogas e do sexo irresponsável, libertinagem pela qual a sociedade vem pagando um altíssimo preço.

Mas a minha geração conhece João XXIII pelos livros best sellers do Prof. Roberto de Mattei, O Concilio Vaticano II – uma história nunca escrita, e seu post-scriptum Apologia da Tradição.

Inúmeros católicos rezam a Santa Faustina Kowalska, compram seu diário, suas imagens, mas pouco ou nada sabem de João XXIII e de como seu processo de canonização foi conduzido. Não sabem, por exemplo, qual é a consistência do milagre a ele atribuído, nem da existência do famoso “advogado do diabo”, colocado outrora pela Igreja para ser o implacável promotor de justiça do candidato aos altares.

Como este espaço é dedicado à defesa dos escritos de Santa Faustina, não cabe por ora expor que foi também no reinado de João XXIII que o Santo Padre Pio de Pietrelcina foi perseguido, como também o foi, no reinado de seu sucessor Paulo VI, o heroico Cardeal Mindszenty, Primaz da Hungria.

Pois bem, a maior catástrofe na História da humanidade foi o que se seguiu ao Concílio Vaticano II. Este, contrariando os avisos de Jesus Cristo a Santa Faustina, preferiu seguir uma falsa misericórdia, quando o Papa João XXIII anunciou em sua abertura: “Quanto ao presente, a esposa de Cristo prefere usar o remédio da misericórdia em vez de empunhar as armas do rigor (...) expondo mais claramente o seu ensino em lugar de condenar.”

Mas se não houve desde então mais condenação a qualquer tipo de libertinagem (e condenar o pecado é expor claramente a doutrina de Jesus Cristo), foi entretanto durante o Pontificado do Papa João XXIII que a devoção à Misericórdia Divina exposta por Santa Faustina Kowalska foi proibida pela Congregação do Santo Oficio, tendo suas imagens sido retiradas e os sacerdotes obrigados a não divulgá-las; retiraram-se também os santinhos, o terço da misericórdia, a novena, e em geral tudo que pudesse significar divulgação do culto. Além do mais, o Padre Sopocko, que foi diretor espiritual de Santa Faustina, recebeu uma severa admoestação da Santa Sé e muitos outros dissabores, conforme se pode ler na nota 156 da página 480 de seu diário publicado no Brasil.

E a referida obra somente continuou a ser divulgada porque os bispos, padres e freiras polonesas, assim como incontáveis leigos, recusaram-se a atender aos desígnios do Papa então reinante.

Embora a proibição à divulgação da Misericórdia Divina tenha sido levantada pela Sagrada Congregação para Doutrina da Fé em 30 de abril de 1978 (Paulo VI morreria quatro meses depois), atualmente a Divina Misericórdia, segundo relato de Santa Faustina, é feita de modo completamente deturpado, desvirtuado e distorcido pelo clero modernista e pelos fiéis leigos tíbios. Donde se conclui que a referida  deturpação acaba sendo, sob certo ponto de vista, pior do que  a condenação, ou uma vingança desta última, pois desfigurar a imagem de alguém é pior do que proibi-la de se apresentar. E a pobre Santa Faustina, que a exemplo dos profetas do Antigo Testamento que avisavam o povo dos graves desvios doutrinários, também não foi devidamente ouvida.

5 comentários:

  1. Olá,
    O senhor só se esqueceu de expor os motivos pelos quais o Santo Ofício proibiu tal devoção.

    Que o Glorioso São José te guie!
    Fique com Deus!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lucas Janusckiewicz Coletta2 de junho de 2014 12:13

      Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    2. Lucas Janusckiewicz Coletta2 de junho de 2014 12:15

      Cara Lidia, estão nas imagens acima. Está em Italiano - o documento é da Santa Sé Romana, dizendo que o santo oficio depois de ter analisado os escritos de Santa Faustina proibiu a sua divulgação conforme segue: 1-) ordenando a proibição de sua divulgação bem como as imagens e as devoções lá contidas; 2-) que os bispos tivessem a prudencia de retirar as imagens que já estivessem expostas.

      Quais os motivos? Também gostaria de saber, mas eu faço as minhas deduções particulares.

      Excluir
    3. Calma, moço! Eu disse que o senhor se esqueceu dos motivos que o Santo Ofício alegou para proibir, só isso. Os motivos reais nunca saberemos mesmo. Ainda mais vindos de João XXIII. Acho que me expressei mal, desculpe.

      Excluir
  2. ... até hoje ninguém achou que precisa pedir perdão ou desculpinha ou xá-pra-lá ao meu Padre Pio!!!

    ResponderExcluir