O quadro acima retrata o Rei católico polonês Jan Sobieski III na vitoria contra os muçulmanos na batalha de Viena no ano de 1683.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O holocausto católico na primeira e segunda guerra mundial. Episódios históricos à luz da Misericórdia Divina.









I – Introdução.



Ministra-se hoje nas aulas de História uma visão laica e atéia dos acontecimentos, de tal modo que, para passarem nas provas, os estudantes têm que decorar macetes de memorização, terminando seus estudos sem entender o verdadeiro significado de sua existência neste mundo criado para a maior glória de Deus.






Não diferente é o catecismo ensinado atualmente na Igreja Católica sob a influência do modernismo, heresia condenada no início do século XX pelo Papa São Pio X e renascida mais tarde com o nome de progressismo.  Nele só se fala dos fatos históricos da época da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, ficando uma lacuna ignorada e não estudada de dois mil anos de civilização cristã.
Não é preciso dizer que os dirigentes do movimento revolucionário cinco vezes secular que vem solapando a obra da Igreja são os principais interessados na ignorância histórica do mundo moderno. Assim agindo, eles avançam seus planos com um mínimo de reação, fazendo ao mesmo tempo de otários as pessoas de bem, pois, como diz o ditado popular, “bobo é cavalo do diabo”. Incumbe por isso principalmente aos pais o dever de ensinar seus filhos e entes queridos tudo quanto o presente texto contém.
Nestes mais de dois mil anos de civilização cristã, Deus vem suscitando almas com vocações especiais para, à imitação dos profetas do Antigo Testamento, servirem de bússola ao povo fiel, precavendo-o de desvios doutrinários.
Uma dessas almas escolhidas pela Providência no conturbado século XX foi Helena Kowalska. Nascida na Polônia no final da Belle Epoque – período entre o fim da guerra franco-prussiana e a I Guerra mundial (1) – sua missão foi de falar ao mundo sobre a Misericórdia Divina.
A Belle Epoque foi marcada pelo pontificado de dois grandes Papas: de um lado o beato Pio IX, que enfrentou com galhardia as tropas dos carbonários de Garibaldi e do Rei Vittorio Emanuele, e de outro lado São Pio X, que combateu o liberalismo católico com grande santidade e tenacidade. Com exceção da França e de Portugal, os demais países eram monarquias. Mas em todos eles ainda havia uma aristocracia e um povo impregnados de refinamento, onde eram comuns os trajes de grande categoria, a linguagem nobre, as boas maneiras, a cortesia, e também a bela arquitetura derivada do renascimento do gótico; sem falar do progresso científico da medicina, entre outras coisas.
Existia nessa época uma clara separação entre o bem e o mal, o certo e o errado. Mas, ao mesmo tempo, os ideais laicos da Revolução Francesa iam sendo paulatinamente aceitos pelo mundo cristão: leis permitindo o divórcio, o aparecimento de modas indecentes, etc.
Depois das aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (em 1830, na Rue du Bac, Paris), de La Salette (1846) e de Lourdes (1858), todas elas na França, Nossa Senhora aparece no ano de 1917 em Fátima, Portugal, condena este mundo e afirma que as almas vão para o inferno em grande quantidade, como as folhas que caem das árvores no outono europeu.
É também no ano de 1917 que, estando em Roma, São Maximiliano Maria Kolbe vê os maçons desfilando com o estandarte em que São Miguel é esmagado por satanás e decide então a criar a Milícia da Imaculada.
O ano de 1917 também marca o começo da implantação da terceira grande revolução – a comunista – com o assassinato da Família Imperial e a implantação do regime bolchevista na Rússia. (2)
Logo após a I Guerra mundial, o plano da Revolução era expandir o comunismo rapidamente aos outros países, antes que as pessoas pudessem conhecer a sua verdadeira face. Isso se prende ao seu próprio dinamismo, pois, se bem analisada, cada nova revolução revela mais que a precedente seu caráter satânico. E será, portanto, em tese mais sangrenta, mais confusa e mais mentirosa que a anterior. E se seus planos não forem postos logo em prática, sua máscara poderá cair, fazendo com que sadias reações contra-revolucionárias comecem a impedir ou dificultar seu avanço.
Se a Revolução Francesa perseguiu implacavelmente a nobreza, a Revolução Comunista teve como escopo principal destruir o que dela ainda restava e, através da supressão da propriedade privada, extinguir a classe burguesa. É claro que para atrair as massas os revolucionários não podiam dizer que queriam a miséria, a destruição da personalidade individual em nome de algo coletivo e o fim da beleza na sociedade que caracterizou a Belle Epoque. Por isso se apresentam como “o povo fazendo justiça”, dizendo que muitos não têm o que comer enquanto os burgueses e os nobres possuem muitas propriedades, etc.
Como o plano era levar a revolução socialista a toda a Europa – principalmente à Alemanha e à Áustria-Hungria, países monárquicos que tinham sido substituídos por repúblicas após a I Guerra mundial e onde os políticos só não se diziam comunistas radicais para não levarem a população a uma reação como a que culminou com a eliminação de Rosa Luxemburgo –, a única saída era dirigir as tropas do exercito vermelho para a Alemanha. Mas havia um obstáculo, que era passar por cima da Polônia independente.


II – A Guerra russo-polonesa de 1920: o milagre do Vístula e a derrota de Lênin.





Lênin conclamando os russos a combaterem a Polônia católica.


       O argumento utilizado pela Revolução para destruir as monarquias católicas era a “autodeterminação dos povos”, através da qual o povo deveria escolher seu destino “democraticamente”, destino este devidamente determinado e guiado pelas forças revolucionárias.
     O general Pilsudiski, portanto, não era um contra-revolucionário. Embora fosse da aristrocacia polonesa, era em boa medida um socialista (3), aceitava os erros doutrinários advindos da Revolução Francesa, mas não tinha plena adesão aos planos da Revolução como esta queria e jamais aceitaria o próximo passo, que era a destruição da sociedade capitalista. Por isso ele acabou por opor certa resistência aos planos da Revolução e, como brilhante general, protegeu seus soldados contra a investida do exército vermelho.
Quando acabou a I Guerra Mundial, tropas alemãs e austro-húngaras estavam por todo o território polonês, dos países bálticos, da Bielorússia e da Ucrânia. A maioria das tropas polonesas havia sido formada por aqueles que serviram ao Império Áustro-Húngaro, enquanto que as tropas alemãs à medida que recuavam iam entregando o poder político e militar aos socialistas russos de Lênin, cujo plano não era “atravessar a Polônia combatendo, apenas em preencher qualquer vazio de poder disponível.” (4)
É neste contexto que ocorreu a guerra russo-polonesa. Por mais que as potências ocidentais dissessem que a revolução em andamento deveria ser derrotada pela “bondade”, e até “o primeiro-ministro britânico, Davis Lloyd George, antes um dos advogados mais entusiastas de esmagar os bolchevistas à força, agora declarava que a Rússia seria salva pelo comércio (5)”, a Polônia, que fazia uma guerra defensiva, foi apresentada na época como uma nação criadora de casos e busca-pleitos. Quando os contra-revolucionários poloneses e ucranianos entram em Kiev, o New Statesman de Londres expressava que era “impossível a qualquer pessoa preocupada com a paz na Europa não torcer por uma derrocada precoce dos Exércitos poloneses” (6).

        







General polonês Pilsudski e seu oponente bolchevique Tukhachevsky.


Não só a mídia mundial conspirava para a derrota da Polônia, mas também até os reacionários e monarquistas, bem como toda a direita da Alemanha, que viam como única possibilidade que as absurdas cláusulas do Tratado de Versalhes fossem derrubadas pelo exército vermelho e o socialismo nascente. Por aí se vê que a Revolução cria um problema e depois um falso caminho a seguir.
Enquanto os exércitos poloneses não chegavam a 1 milhão de soldados, os bolchevistas tinhas mais de 5,5 milhões, sem contar com uma enorme “bucha de canhão” disponível.
Ocorre que os polacos, observando corretamente os Mandamentos da Lei de Deus e os sacramentos da Igreja Católica, eram pessoas virtuosas. Ademais, ainda havia príncipes que guiavam os homens nos combates, sem contar que “o Exército Polonês nasceu da tradição. Não da tradição cultivada na maioria dos exércitos europeus, mas daquela temperada nos serviços de guarda e proteção à nobreza dos séculos XVI e XVII.” (7)
Já o exército vermelho, pelo falso princípio da igualdade, havia assassinado os oficiais ligados à nobreza russa, e os que ainda restavam estavam sob a vigilância de um “anjo da guarda”. Além do mais, o exército comunista tinha uma forma grotesca: “Se alguém tivesse imaginado essa onda de bolchevistas avançando sobre nós, teria se espantado com a sua aparência, já que alguns estavam descalços, outros usavam perneiras de entrecasca, outros uma espécie de roupa de borracha cobertos por uma variedade de chapéus, até chapéus de mulher, bonés de inverno e lenços, ou coisa alguma, com os cabelos ao vento. Eram como fantasmas do além”. A natureza inexplicável dessa ameaça extraordinária lhe emprestava uma qualidade sinistra. “Algo como o reino do anticristo sobre toda a Cristandade.” (8)
Mas a força do exército vermelho estava no fato de ser uma horda. E quando esta horda revolucionária caiu sobre o exercito polonês, este foi recuando de Kiev até Varsóvia. Por onde andavam, os bolcheviques “destruíam o que achavam, arrebentando colmeias para pegar mel e cortando macieiras para chegar aos frutos. Profanavam e aviltavam igrejas e mansões campestres, nas quais encontravam pouca coisa que valesse a pena levar (a marca universal de uma visita da parte de soldados vermelhos eram as fezes – no mobiliário, nos quadros, nas camas, nos tapetes, nos livros, nas gavetas, nos pratos). Além de matarem os óbvios ‘inimigos do povo’, como padres e proprietários de terras, mas também estupravam e matavam civis a esmo. (...) Muitos sofriam de disenteria, e de acordo com o escritor Isaac Babel, ligado à unidade política da 6ª. Divisão de Pavlichenko, todos, sem exceção, tinham sífilis.” (9)
A sociedade polonesa estava em pânico. “As embaixadas estrangeiras evacuaram seus funcionários, e quando os adidos militares foram se despedir do general Haller, apertaram sua mão como a de ‘um primo falido’, no dizer dele.” (10) “Ao ser perguntado o que achava da situação, pelo general Carton de Wiat, Pilsudski apenas deu de ombros e disse que tudo estava nas mãos do Todo-Poderoso. O general Weygand até parecia concordar. ‘Suas orações podem ser mais úteis nesse dia do que todas as nossas habilidades militares’, respondeu ele ao núncio papal em Varsóvia, cardeal Achille Ratti (futuro Papa Pio XI), quando este lhe perguntou quais eram as chances em 14 de agosto.” (11). 
As tropas polonesas, movidas pela síndrome da retirada, no dizer do general Sikorski, fugiam à mera vista de um pequeno grupo de cossacos maltrapilhos. “Ao mesmo tempo que a maioria dos diplomatas estrangeiros haviam partido, a cidade se enchera de refugiados do leste da Polônia, que contribuíam para a atmosfera de pânico contido. Como era véspera da festa da Assunção, as igrejas estavam cheias de gente que rezava para que a Virgem as salvasse. Lorde D´Abernon, da Missão Inter-aliada, registrou que havia tantas procissões que ele tinha dificuldade em se mover pela cidade.” (12)
Não há duvida de que depois das súplicas dos poloneses houve uma intervenção de Nossa Senhora e “por volta do final do dia começou a circular um boato de que a Virgem Maria aparecera no céu por cima das linhas polonesas e os conduziria à vitória. Isso podia estar relacionado com o fato de os padres se colocarem visivelmente na dianteira, e com a grande repercussão da morte do padre Ignacy Skorupka, que tombou liderando o ataque, com o crucifixo na mão.” (13)
Tukhachevsky, que era um dos principais comandantes socialistas junto com Stalin, Lênin e Trotski, e fora feito prisioneiro na I Guerra Mundial, foi descrito por um capitão francês “construindo um monstro grotesco de papelão, segurando uma bomba, que ele explicou ser o deus da Guerra e da Destruição, Pierum” (14), passava o tempo em seu quartel general com bebidas e mulheres, e tendo como certa a vitória do exército bolchevista, bradava: “Avante! Por cima do cadáver da Polônia Branca brilha o caminho para revolução proletária mundial. Infelizmente para Tukhachevsky, os poloneses provaram ser tudo, menos um cadáver. Depois de lhe darem uma boa surra, expulsaram o Exército Vermelho de volta e em confusão. O plano da revolução foi adiado indefinidamente”. (15)
Ocorre que a Divina Providencia protege os povos por Ela escolhidos para grandes feitos, e os polacos, que não tinham qualquer chance de vitória, começam a ganhar das tropas bolcheviques após a batalha conhecida como “O Milagre do Vistula”. E chegaram até a Bielorússia, onde Lênin acabou por declarar que “a guerra com a Polônia foi uma tremenda derrota, porém a paz com a Polônia foi uma tremenda vitória”. (16)



Quadro polonês retratando o Milagre do Vístula.


             Acontece que a Polônia poderia ter assegurado, como era seu dever, a independência da Ucrânia, o que ela não fez em nome da “autodeterminação dos povos”. Com efeito, após a vitória do “milagre do Vístula”, o exército polonês se tornou talvez o mais poderoso da Europa, pois 10 dias de combate lhe renderam um incomensurável espólio de guerra. Sem contar que após o Milagre do Vístula o exército polonês ficou de tal modo invisível aos olhos dos bolcheviques, que o exército vermelho quanto mais lutava mais enfraquecido ficava. Por sua vez, a Ucrânia foi deixada à própria sorte e entregue ao domínio da Rússia socialista, tendo a Igreja católica fiel a Roma sofrido uma grande perseguição pela grande resistência que opôs à revolução, ao contrário da igreja ortodoxa russa e da protestante. Todo o seu sistema pastoral (escolas, universidades, hospitais, igrejas, etc...), construído em 700 anos, foi liquidado em menos de dez anos entre as décadas de 1920 e 1930. (17)
É claro que os poloneses pagariam um alto preço, com o próprio sangue, por não terem garantido a liberdade da Ucrânia quando a Revolução começou a segunda guerra, como veremos mais adiante.
Para não dar crédito a esta vitória dos católicos poloneses, a Revolução disse que a guerra só fora vencida graças a manobras do general francês Weygand (18), que entregou a França na segunda guerra para as tropas nazistas com uma estratégia de combate muito duvidosa.
A guerra russo-polonesa é pouco falada pela Revolução, pois lhe foi altamente prejudicial e todo um plano teve de ser mudado. Mas quando há algum historiador a descrever uma vitoria de forças contra-revolucionárias, pouco ou nada se fala do auxilio da graça, deformando-se os acontecimentos, dizendo normalmente que tal vitória se deveu a um sentimento de nacionalidade ou a um simples sentimento moral de um dever, ou qualquer outro argumento.
Santa Faustina, pelo dom da mística, afirmou: “Vi o Trono do Cordeiro de Deus e diante do Trono, três santos: Estanislau Kotska, André Bobola e o Príncipe Casimiro, que intercediam pela Polônia” (diário 689).
Quanto aos heróis poloneses da luta contra a implantação do socialismo na Europa após a primeira guerra mundial, com exceção de um, que foi o general Anders, todos foram eliminados ao tempo da segunda guerra ou em Auchewitz pelos nazistas, ou ainda em katyn pela Rússia socialista. Já o General Sikorski perdeu a vida em um indigesto desastre de avião em 1943.
Como a Mãe de Deus explicitou aos videntes de Fátima que a Rússia espalharia seus erros pelo mundo, a doutrina comunista (ou da terceira revolução) começou a se infiltrar dentro da Igreja Católica por etapas, para não haver reações. Ela o fez aproveitando-se da negligência de religiosos tíbios, que não correspondiam à graça, que deixaram livre o terreno para a atuação do progressismo dito católico, que começa a ganhar muitos adeptos.
O Brasil é talvez um dos países onde a Revolução mais avançou no campo religioso, com a Teologia da Libertação negando o pecado, a graça, os anjos caídos e o inferno, dizendo que sendo Deus bom e misericordioso, jamais castiga alguém. Donde o abandono e a apostasia de incontáveis fiéis católicos, pois se não existe inferno e já tendo um lugar garantido no Paraíso por causa da misericórdia de Deus, não há problema de se levar uma vida errada, não é preciso mais oração nem freqüência aos sacramentos. Os poucos que ainda freqüentam a Igreja Católica nada sabem sobre os Dez Mandamentos e já se afirma, por exemplo, que pecado contra a natureza não é a prática do homossexualismo, mas a destruição das plantas e dos animais do planeta pelos produtores rurais. (19)




III - Vocação e ausência de diretores espirituais. O Recolhimento interior e a visão do inferno.


Helena Kowalska sentia em si, desde os sete anos, o chamado para a vida religiosa – o que ela denomina um convite para uma vida mais perfeita –, mas nunca tinha encontrado alguém que pudesse explicitar-lhe isto.
Aos 18 anos pediu aos pais para entrar numa ordem religiosa. Diante da recusa, voltou a levar uma vida de vaidades, embora não encontrasse nisso satisfação e o contínuo chamado da vocação fosse motivo de tormentos que ela procurava abafar com diversões.
“Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Quando todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: ‘Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?’ Neste momento, parou a música encantadora, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecemos. Sentei ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça aquilo que se passava comigo. Em seguida deixei disfarçadamente os companheiros e minha irmã e fui à catedral de Santo Estanislau Kotska. Já começava a entardecer, havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção em nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que deveria fazer a seguir” (Diário 9).
Depois desta primeira aparição, Nosso Senhor foi orientando Santa Faustina pessoalmente, desde sua entrada no convento até o dia de sua morte. Mas, mesmo assim, ela pede a Nosso Senhor um diretor espiritual e afirma: “Se desde o início tivesse tido um diretor espiritual, não teria desperdiçado tantas graças divinas. Um confessor pode ajudar muito à alma, mas também pode estragar muita coisa” (Diário 35); “é estranho que haja tão poucos sacerdotes que saibam como infundir na alma força, coragem e vigor, de modo que a alma possa fazer constantes progressos sem se cansar” (Diário 937)”.
Um contemporâneo de Santa Faustina foi Dom João Batista Chautard. Na sua obra-prima A alma de todo apostolado fala do grande fervor religioso que a França tivera após o derramamento de sangue da Revolução Francesa. Fala também da falta de vida interior dos religiosos no final da Belle Epoque, que fazia com que as graças, se não eram paralisadas, fossem atenuadas por causa da “piedade de sentimento, de meio, comunicativa, exclusivamente feita de práticas e de hábitos, produzindo apenas crenças vagas, amor sem calor e virtudes sem raízes. Piedade frouxa, melíflua, toda de exterioridades, de afetação ou de rotina, piedade tal, que somente servia para formar boas criaturas, incapazes de fazer mal a ninguém, afetadas, que só sabiam fazer mesuras, mas sem força de caráter, a reboque da sensibilidade e da imaginação. Piedade impotente para rasgar largos horizontes à vida cristã e para criar mulheres fortes preparadas para a luta”. (20)
Mas a falta de direção espiritual não foi o maior problema de Santa Faustina. A vida religiosa, prestes a começar, estava cheia de flagelações, coroas de espinho e grandes cruzes a carregar dentro do próprio convento. A principal delas é a não observância do oitavo mandamento da Lei de Deus, que prescreve não levantar falso testemunho.
Por causa de uma vida de murmurações, maledicências e mexericos não pode haver vida interior, uma vez que “Deus não se comunica à alma tagarela que, como o zangão na colméia, zumbe muito, mas não fabrica mel. A alma tagarela é vazia interiormente. Não há nela nem virtudes sólidas, nem familiaridade com Deus. Não há nela condições para levar uma vida mais profunda, para a doce paz e o silêncio, em que reside Deus. A alma que não saboreou a doçura do silêncio interior é um espírito inquieto e perturba o silêncio dos outros. Vi muitas almas no abismo do inferno, por não terem observado o silêncio. Elas mesmas me disseram isso, quando lhes perguntei qual tinha sido a causa da sua perdição. Eram almas de religiosas. Meu Deus, que grande dor, pois, afinal, poderiam não apenas estar no Céu, mas mesmo ser santas!” (Diário 119).
As pessoas que praticam o recolhimento interior com orações e meditações se vêem logo perturbadas neste recolhimento, porque as almas agitadas “querem que também os outros sejam semelhantes a elas, pois constituem para elas uma contínua ocasião de remorso” (Diário 147). Ensinamento que é valido não só para a vida religiosa, mas também para os leigos.
Não é somente a inobservância do oitavo mandamento que produz catástrofe na sociedade. Certo dia Santa Faustina chegou para fazer uma adoração noturna e, logo que entrou em recolhimento interior, “vi Nosso Senhor amarrado ao tronco e logo sobreveio a flagelação. Vi quatro homens que se revezavam a açoitar o Senhor com azorragues. O meu coração parava só de olhar para esses suplícios; então, o Senhor me disse estas palavras: ‘Sofro uma dor ainda maior do que esta que estás vendo’. – E Jesus deu-me a conhecer por quais pecados submeteu-se à flagelação: foram os pecados de impureza. Oh! Por que terríveis sofrimentos morais passou Jesus quando se submeteu à flagelação! Então, Jesus me disse: ‘Olha e repara bem o gênero humano na presente condição’. E imediatamente, vi coisas horríveis: afastaram-se os algozes de Nosso Senhor e vieram flagelá-Lo outras pessoas que seguravam nas suas mãos os chicotes e castigaram sem piedade o Senhor. Eram sacerdotes, religiosos e religiosas e os mais altos dignitários da Igreja, o que muito me admirou. Havia leigos de diversas idades e classes; todos descarregavam sua maldade sobre o inocente Jesus...” (Diário 445).
Esta imagem dos pecados praticados pelo clero foi mostrada por Deus a Santa Faustina na década de 1930. O que dizer das flagelações que hoje se fazem ao bom Deus no Brasil, onde o pecado do homossexualismo já virou algo normal e aceitável por um grande numero de católicos?
Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, um dos sacerdotes mais favorecidos pela mídia revolucionária, o Pe. Fabio de Melo, afirmou: “Já os homossexuais são mal interpretados ao lutar pelo reconhecimento de sua união. A necessidade de se falar sobre o casamento gay nasceu porque, após a morte de um dos cônjuges, a família, que nunca cuidou deles, quer ficar com aquilo que eles construíram junto. Aí eu te pergunto: um conceito religioso pode cometer esta injustiça? Não”. (21).
Formado em Direito, o autor deste trabalho pode afirmar com absoluta certeza que este padre não entende nem de direito nem muito menos de Catecismo católico. Mas voltemos à Santa Faustina.
“Quando uma vez perguntei a Jesus como pode suportar tantos delitos e diversos crimes e não os castigar, respondeu-me o Senhor: - ‘Para os punir, tenho a eternidade, por agora prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita’” (Diário 1160).
Portanto, as pessoas que não se emendam da má vida que levam ou que acolhem os que levam uma vida errônea com o argumento da “Misericórdia de Deus”, na verdade estão cometendo pecados contra o Espírito Santo, a saber: presunção de salvar sem merecimento, negar a verdade conhecida como tal, obstinação no pecado e impenitência final. E os pecados contra o Espírito Santo são piores que os da não observância dos dez Mandamentos – que constituem pecados mortais – ou do homossexualismo – que é pecado que brada aos céus e clama a Deus por vingança. Pois, ao contrário destes, não admitem perdão por parte do pecador e, fatalmente aquele que não observar corretamente a misericórdia divina será castigado eternamente pela Sua justiça, conforme o próprio Jesus Cristo ensinou acima a Santa Faustina Kowalska.
Portanto pode-se afirmar que as pessoas hoje vão mais para o inferno por causa de uma falsa ideia da misericórdia de Deus do que por Sua Justiça, e para os que atualmente negam a existência do inferno, segue o depoimento de Santa Faustina a fim de que façam uma boa reflexão sobre suas vidas:
“Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormento que vi: o primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo, que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a continua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu; o sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo o tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições e blasfêmias. São tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador será atormentado com o sentido que pecou, por toda eternidade. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.
“Eu, irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do inferno para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número de almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existisse” (Diário 741).
Portanto deveriam mudar de opinião aqueles católicos para os quais Deus deixaria de ser bom e misericordioso se permitisse alguém ir para o inferno. Pois quando chegar o dia em que Ele os chamar para a eternidade, então poderá ser tarde para se beneficiarem da Misericórdia divina.



IV - A não correspondência à graça e o segundo castigo de Fátima. Considerações históricas a cerca da segunda guerra mundial.


Como fora previsto em 1917 por Nossa Senhora em Fátima, a I Guerra estava para terminar, mas se as pessoas não se emendassem haveria outra ainda maior.
É a enormidade dos pecados que alimenta e dá força aos maus. Para conseguirem fazer com que sua árvore má dê frutos, os revolucionários, cuja meta era impor o comunismo, conseguem cercar a Polônia de dois regimes totalitários: o nacional socialismo na Alemanha, tendo Adolf Hitler como gerente, e Stalin na Rússia comunista. Cumpre dizer que devido a uma grande correspondência dos poloneses à graça, apesar de não terem um rei João Sobieski como governante, a Revolução não conseguiu impor-lhes um falso profeta a exemplo do que aconteceu na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini.
Depois da derrota da Rússia contra a Polônia em 1920 e das sadias e violentas reações contra a tentativa da Revolução de espalhar as doutrinas nefastas da III Revolução, os revolucionários apresentaram a seguinte alternativa: ou o socialismo se você é de esquerda, ou então você teria que apoiar os regimes nazi-fascistas que se diziam anti-socialistas, fazendo com que grande quantidade de pessoas tomasse o caminho da falsa alternativa. Em outras palavras é o que acontece ainda hoje com todos os políticos que se dizendo de esquerda ou de direita estão compromissados com os planos da Revolução em marcha.
Quando começou a segunda guerra mundial, Santa Faustina, que já estava na glória dos altares, deixou o seguinte depoimento: “Via a ira de Deus sobre a Polônia. E agora vejo que se Deus punisse o nosso país com os maiores castigos, isso seria ainda Sua grande misericórdia, porque poderia castigar-nos com a condenação eterna por tão grandes delitos. Fiquei toda estupefata quando o Senhor me abriu o véu só um pouquinho” (Diário 1533).




Sorridente Stálin na assinatura do Pacto de não agressão com os nacionais socialistas de Hitler.


Em agosto de 1939, Alemanha e Rússia fizeram um pacto de não agressão e invadiram a Polônia. Cada regime totalitário ocupou sua parte e as perseguições começaram. Os nazistas mandaram os intelectuais e a elite polonesa para campos de concentração em nome da ideologia da raça ariana, enquanto os comunistas o faziam com o argumento de que eram inimigos do socialismo. Os dois regimes criminosos perseguiram na Polônia não só a elite conservadora, mas todos que se opunham às idéias da III Revolução em curso.
Segundo o historiador britânico Laurence Rees, houve quatro grandes deportações no leste polonês, que estava ocupado pelas tropas da Rússia socialista. A primeira teve como “alvo particular um grupo de pessoas pelas quais Stalin guardava um sentimento pessoal de rancor – os veteranos da guerra de 1920 entre a Polônia e o novo Estado bolchevique, conhecidos como osadniks”. Beria, que era o chefe da polícia secreta (a temida KGB, ainda hoje existente), via “como inevitável a sua deportação e a de suas famílias”. (22)
Cai aqui outra mascara da revolução a cerca da reforma agrária, a principal bandeira para destruir a propriedade privada – muito embora a falsa ecologia e a defesa da “mãe natureza” hoje tenha tomado a dianteira, pois os osadniks não eram os grandes latifundiários que os revolucionários atacam para supostamente proteger os pequenos e médios produtores rurais, foram exterminados porque a segunda guerra era contra a religião católica e a civilização cristã e contra qualquer desigualdade que há na sociedade.
Outro crime ocultado pelos revolucionários é o massacre de Katyn, no qual boa parte da elite polonesa foi assassinada. Rees afirma que “esses poloneses capturados como prisioneiros de guerra ‘normais’ – eram classificados como ‘contra-revolucionários’. Como tal estavam sujeitos a investigações e a subseqüente ‘punição’ por seus ‘crimes’. Eles (os soviéticos) estavam verificando até que ponto os poloneses eram cooperativos, e se algum deles estava preparado para se tornar comunista. Mas, em sua maioria, os poloneses mostraram-se obstinados – apegando-se firmemente a seu sistema de crenças tradicional, enraizado em um catolicismo fervoroso” (23). Mas não eram só os homens adultos que foram parar nos campos de concentração. Foram deportadas “as mães, irmãs, filho e outros parentes dos cidadãos assassinados do leste polonês” (24), foram levados para o “paraíso socialista” da Sibéria, onde padeceriam fome e frio. A grande maioria nunca voltou.
Segundo um depoimento de um arrependido agente da policia política russo-comunista, “nós crescemos em meio a crença que aqueles eram inimigos do povo e que tinham que ser deportados. Somente hoje podendo olhar em retrospecto, eu posso dizer que aquelas eram as melhores pessoas” (25) Ou seja, para a revolução bandido não é o ladrão, o adultero e o sodomita mas sim as pessoas que praticam a virtude, os bons que defendem a Família e a Propriedade.
A NKVD fez prisões em massa tendo como alvo crianças, cujas mães procuravam seus filhos em desespero, foram levadas para “reeducação”, porque estas crianças tinham sido educadas à maneira polonesa (26), ou seja, educadas na doutrina católica tradicional. A revolução não só quer destruir a propriedade privada como também a destruição da família cuja atual bandeira é o aborto, a liberalização das drogas, o divorcio e a união homossexual, onde infelizmente muitos países outrora cristãos já acolheram em sua legislação estas monstruosidades.
“Outro aspecto crucial das mudanças impostas foi a destruição do velho sistema educacional. Dos professores que conseguiram seus empregos no sistema novo, foi exigido que instruíssem seus alunos com muitas idéias que anteriormente eram incomuns – contra a igreja católica e a favor de Stalin e do comunismo. E por trás desta inversão do sistema de crenças antigo estava a constante sensação de ameaça.” (27) e pensar que no Brasil atual, e porque não o mundo já que a revolução é universal, as crianças são doutrinadas por escolas que só se ensinam monstruosidades da revolução como a educação sexual, por exemplo, a crianças inocentes.
Se a revolução francesa passou a idéia de que os bons não poderiam castigar os maus com o laicismo, na próxima etapa os maus começaram a cercear a liberdade dos bons: “Paralelamente à deportação desses “inimigos de classe” havia o constante monitoramento da população que recentemente tornara-se soviética, no leste da Polônia, para garantir que eles obedecessem à nova ordem política. Não havia liberdade de expressão, liberdade de religião, liberdade de deslocamentos, quase não havia liberdade alguma. (28)




São Maximiliano Maria Kolbe

Quando as tropas nazistas invadiram a Polônia, uma das primeiras medidas foi perseguir e com o tempo fechar a Cidade da Imaculada fundada pelo Frei Maximiliano Maria Kolbe e o seu jornal que por anos atacara os embustes da maçonaria e exortava a conversão dos maçons e dos judeus, difundia a devoção à medalha milagrosa, os escritos de São Luis Maria Grignon de Montfort e a recitação diária do rosário. São Maximiliano Maria Kolbe que segundo o historiador Norman Davies era “famoso antes da guerra por contribuir para revistas duvidosas de tendência anti-semita” (29),  sofreu o martírio em 1941 no afamado campo de concentração de Auschwitz.



V - O Levante de Varsóvia e outros fatos históricos omitidos pela Revolução.


 “Certo dia, Jesus me disse que havia de punir uma cidade, que é a mais bela de nossa pátria. Esse castigo deveria ser o mesmo que Deus enviou contra Sodoma e Gomorra (Diário 39)”. Ora, como Varsóvia era conhecida como a Paris do Oriente, pode-se entender que esta era a cidade que tantos pecados infligiam a Deus.
Varsóvia não era uma cidade sodomita, nem havia ainda legislação permitindo o divórcio e o aborto, mas a razão principal do castigo é a tibieza de alma que faz com que ineroxaravelmente as almas caiam na heresia modernista.
Para não fugir do dever de escrever sobre a verdade, é necessário registrar um fato curioso, deixando o depoimento do judeu que sobrevivendo da perseguição feita aos judeus na segunda guerra mundial cuja mídia informa continuadamente e exaustivamente como se fossem a única vitima da segunda guerra mundial, não só deixou registrada a contribuição da policia judaica no próprio holocausto judeu, a ponto do Sr. Szpilman afirmar que a policia judaica era mais profissional que a Gestapo nazista, como deixou também o seguinte depoimento sobre a cidade de Varsóvia após a segunda guerra mundial:
“Eu era o único ser humano a andar solitário por uma longa artéria da cidade, que nos velhos tempos vivia coalhada de gente. Por toda sua extensão, não havia um único prédio que não estivesse destruído. A cada passo tinha que desviar de montes de entulho, ou então escalá-los como se escala uma montanha rochosa. Minhas pernas enroscavam-se em trechos de fios telefônicos e cabos elétricos de bondes; em farrapos de tecidos que, antes da guerra, enfeitavam apartamentos ou vestiam pessoas hoje mortas” (30).
Apesar de os EUA e Grã-bretanha possuirem uma enorme quantidade de bombas para incendiar as belas cidades medievais alemãs e sua população civil, Wolf Bierman que escreveu um posfácio para o livro do Sr. Szpilman conta um fato interessante: “Quando leio este livro sobre os trilhos dos trens que levam a Treblinka e quando penso nos trens da morte seguindo para Auschwitz, vem a tona uma dor antiga: por que os aliados, que sabiam de tudo que se passava, não jogaram pelo menos algumas bombas sobre estes trilhos e pontes ferroviárias? Uma mancha branca na historiografia...”(31). Não é uma mancha negra na história, é a revolução que manipula tudo, propositadamente e não dá um passo que não seja milimetricamente medido, avaliado e calculado.
O renomado historiador britânico Norman Davies relata em sua obra sobre o Levante de Varsóvia toda a destruição da cidade e o fato de os soviéticos, que neste momento eram inimigos dos nazistas, pararem o avanço do Exército Vermelho que ia salvar o mundo da besta fascista, para que as tropas nazistas destruíssem Varsóvia e, é claro, a resistência polaca que era formada em sua maioria por pessoas contra revolucionárias. Então, tanto os nazistas como os comunistas, ao menos os altos iniciados, se comunicaram até o final da II Guerra com vistas a executar o que fora planejado pelos maus: destruir a civilização cristã.
Ao fim do levante de Varsóvia a cidade ficou inteiramente destruida e restavam apenas dez por cento dos um milhão e duzentos mil habitantes, sendo que os mais otimistas calculam que 60% da população pereceu durante o levante de Varsóvia, cerca de 700 mil pessoas.
E Stalin que queria uma Polônia “amistosa” teve a ajuda não só de Hitler, como dos aliados ocidentais como Churchill e Roosevelt neste episodio histórico. “Uma vez mais, é de admirar a habilidade dos líderes ocidentais, de mencionar somente as passagens convenientes da história recente. Eles sabiam perfeitamente que, poucos dias após o “ataque brutal de Hitler” à Polônia, a União Soviética realizou o próprio “ataque brutal” a partir do leste. E eram essas mesmas conquistas, que a União Soviética fizera em razão daquele ataque, que Churchill e Roosevelt concordavam, agora, em aceitar.” (32)
Até as vésperas da invasão em 1941 a Rússia continuou a fornecer enormes quantidades de insumos para a máquina de guerra alemã. (33)
Então com a invasão da Rússia pela Alemanha a mídia começou a mudar a opinião publica a respeito da União Soviética, começando a tratar Stalin como Tio Joe (uncle Joe) fazendo com que o antigo aliado dos nazistas virasse o grande aliado dos mocinhos ao lado de EUA e Grã-Bretanha. Adidos militares americanos que foram à Rússia na segunda guerra afirmavam que “pela maneira com que a mídia noticiava não somente as conquistas militares russas, mas, claro, como ela registrava o sucesso – como diziam na época – dessa maravilhosa experiência socialista, o primeiro país socialista do mundo. Então, pensei que, ao chegar lá, veríamos pessoas felizes, sorrindo.” (34) Mas testemunharam “pobreza, fome e medo em meio aos cidadãos comuns deste suposto paraíso dos trabalhadores.” (35)
“A pobreza e a monotonia da dieta, combinadas com o clima intensamente depressivo, começou a despertar em alguns americanos o instinto de destruição. “Tivemos dois suicídios em nossos quatro navios americanos ancorados ali (...) a bordo do meu navio quando partimos para a Rússia tínhamos seis pessoas a bordo que eram vermelhos [comunistas] – ‘rosinhas’, nós os chamávamos. E quando voltamos para o estaleiro naval da Filadélfia, no final do ano, eles não eram mais rosinhas. Tinham apreendido com o erro que haviam cometido”. E quanto a Stalin, “era a pessoa mais imunda e mais obscena do mundo.” (36)
Relato não diferente é dos alemães quando eram aliados da Rússia soviética cuja estadia não foi diferente, conforme relata um médico que acompanhava os marinheiros alemães, havia muitas brigas a bordo e que a combinação de comida horrível (peixe extremamente salgado, carne de rena e de vaca cheirando a bolor, etc), “cada um perdeu mais de 12 quilos, e eles estavam tomados por um cansaço interminável, que os fazia dormir de 16 a 18 horas por dia... além disso, suas gengivas sangravam, por causa do escorbuto... e outro sintoma estranho... muitos tinham uma necessidade urgente de urinar, que fazia com que só conseguissem fazê-lo gota a gota.” (37)
Uma estratégia interessante da revolução enquanto perseguem as pessoas de bem é fazer com que os bons digladiem entre si, por isso que enquanto os altos iniciados da gestapo e NKVD faziam as deportações para os campos de concentração alemães e os Gulag russos, os exércitos destes dois países lutavam uma guerra que eliminasse uns aos outros. Hitler começou a utilizar de estratégias que eliminassem e destruíssem seus soldados e provocasse a derrota da Alemanha, já que era este o plano da revolução naquele momento. Os generais alemães entendiam que mesmo sobre as condições da guerra, “era possível conter a ofensiva inimiga, mas não com as diretivas atuais” (38). Os generais que não obedeciam às absurdas ordens do quartel general foram destituídos de seus postos por derrotismo.






O general Guderian em meio às suas tropas, que propositadamente seriam entregues por Hitler para morrer de fome, frio e falta de armamento em duvidosas estratégias de combate.


“Esta percepção de que os alemães estavam contribuindo para a própria derrota permeava, a essa altura, até os homens nos postos mais subalternos. “As vezes... você recebia ordens tão absurdas, às suas costas”, diz Heinz Fielder, na época um soldado raso de 22 anos, do 9º. Exercito, “que partiam da divisão ou da unidade militar. Lembro, certa vez, que uma posição, definitivamente, tinha que ser recuperada e que o jovem segundo-tenente recusou-se a atacar novamente porque mais da metade de seus homens já tinha morrido e todos eles foram sacrificados. Eles atacaram de novo, e mais uma vez, até que o ultimo deles morreu. É claro que isso faz com que você pense a respeito.” (39)
Um dos melhores generais alemães, o “veloz” Guderian, durante a batalha de Moscou em 1941 se dirigindo a Berlin para protestar com Hitler pela ausência de material bélico de inverno para seus soldados que morriam congelados por estarem usando fardas de verão, encontrou um grande carregamento de fardas de inverno em Varsóvia, foi demitido pelo Furher de seu posto. (40)
Depois que os generais alemães cuja maioria fazia parte da nobreza perceberem muito tarde que eram simples marionetes da revolução, tentaram um atentado fracassado contra a vida de Hitler para por fim a guerra. É lógico que a decadência espiritual que consentiu que a Alemanha tivesse um Hitler no poder ao invés de um Carlos Magno, não permitiu a providencia que o atentado contra Hitler tivesse êxito. Erwin Rommel que só foi apelidado pelos britânicos de “A raposa do deserto” por não obedecer às ordens do quartel general de Hitler, cometeu suicídio. O Conde Von Staufenberg foi executado junto com os outros generais alemães que conspiraram contra a vida do furher.




Beato Clemens von Galen: o Leão de Münster.

Somente o Beato Clemens von Galen, Conde e Bispo de Münster que foi o artifice da Enciclica Papal contra o nazismo, e alguns poucos fiéis seguidores é que promoveram na Alemanha uma correta resistencia ao nacional socialismo de Hitler. O lema que escolheu para seu brasão de armas “Nec laudibus nec timoris” para combater o nazismo da qual não tinha “nem amor nem temor”, ao contrário de muitos membros do clero que alimentaram um silencio proposital pois enquantos muitos temiam Hitler e alguns até o amavam, este nobre principe da Westfália o combateu com coragem.
Segundo a história oficial, o grande perigo nazista só teve uma derrota e esta se deveu ao esforço de guerra soviético. Ocorre que, para os países que ficaram na Cortina de Ferro, a II Guerra não terminou em 1945, pois a polícia secreta e ideológica buscava “livrar o mundo não do sangue inferior, mas de mentes poluídas”, em processos judiciais “cujas acusações eram envoltas em um impenetrável blábláblá ideológico” (41). E todos os poloneses que combateram contra os nazistas no Exército Clandestino Polonês foram perseguidos pela policia política soviética.
Mas não só a Polônia como também as populações da Hungria e Alemanha sofreram com os crimes da terceira revolução.
Muitas tropas russas passaram diretamente da parada militar da vitória na segunda guerra mundial para os campos de prisioneiros sob a acusação de traição, mas a verdade é que estes soldados tinham visto que a pobreza dos países capitalistas era mentira, como também, por refletir o mal, cada revolução deve ser mais desleal com seus seguidores.
Todos estes crimes só aconteceram porque a humanidade se afastou dos ensinamentos de Deus. Em artigo escrito pelo Professor Plínio Correia de Oliveira no ano de 1941, já afirmava que a paz na sociedade só é possível com a observância dos mandamentos da lei de Deus: “Evidentemente, uma grande e benfazeja tranqüilidade reinará sobre toda a sociedade, como fecundo e feliz transbordamento da tranqüilidade interior de cada alma. (...) Violações da Lei de Deus sempre as houve e sempre as haverá, com freqüência maior ou menor, na História da humanidade. Mas que se transforme a violação em direito, a desordem em hierarquia legítima e permanente, e se arvore como princípio básico e fundamental aquilo que é a negação radical e absoluta de toda a Lei de Deus, há nisto uma desordem monstruosa e profunda, com a tendência de se tornar definitiva que deve apavorar todo o espírito em que ainda bruxuleiam alguns lampejos, já não direi do senso católico, mas de simples e reta razão natural. (42)
E como bem ensina São Luis Maria Grignon de Montfort na sua obra magister, O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, o ouro da caridade é a obediencia a Lei de Deus, e pensar que hoje os católicos fazem dois anos de catecismo e um de crisma e não sabem quais são os dez mandamentos da lei de Deus.
A Humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia” (diário, 300), disse Nosso Senhor a Santa Faustina.


VI -  Passo da revolução após a segunda guerra mundial?


Após todas as perseguições da segunda guerra mundial, ou o segundo segredo de Fátima, toda a elite tradicional e ainda conservadora e um povo também conservador e combativo de Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Romênia, Bulgária, Croácia e outros países foram dizimadas e muitos que não morreram na guerra estava inválidos fisicamente, como também psicologicamente para apresentar qualquer obstáculo contra a revolução que passou a usar de “palavras talismã” nazista e fascista a todos que se opunham a sensualidade e orgulho que são as molas propulsoras da revolução rumo ao igualitarismo.
Mas a revolução foi mais astuta em espalhar o seu veneno diabólico no ocidente não dominado pelos regimes comunistas.
Em tom profético o Professor Plínio Correia de Oliveira afirmou em 1943 que “um dos elementos mais característicos da “nova ordem” socialista e cristã que se pretende criar está nas múltiplas tentativas de propaganda de interconfessionalismo ultimamente realizadas, visando baralhar católicos, protestantes, cismáticos. Unir é excelente: significa a conversão dos que erram à verdade que é uma só. Baralhar é péssimo: significa a depravação dos que estão na verdade, e que consentem em se misturar com os maus. Esse pan-cristianismo socialista de ares moderados é o grande cavalo de Tróia que está sendo preparado como “presente” para o mundo logo depois da guerra”. (43)
No diário de Santa Faustina está claro como a luz do sol que Deus é Misericordioso sim, por isso estabeleceu por misericórdia, por exemplo, os sacramentos do batismo e penitencia.
“A virgem santíssima não diz que o inferno foi desativado, nem que novos esquemas de salvação tornaram sua existência sem sentido. Diz exatamente o contrário: o inferno existe e há muitas almas caindo nele.” (44)
Portanto, se não carregamos com santidade nossa cruz como fez Nosso Senhor, devemos agir como o bom ladrão que se arrependeu de seus crimes e pediu perdão. Para isso Nosso Senhor instituiu os sacramentos, ou então teremos o mesmo destino do mau ladrão, do traidor e suicida Judas Iscariotes e de outrora altíssimos anjos como Lúcifer.
Infelizmente o clero atual em sua esmagadora maioria “pan- cristão-socialista” é o que mais sabota a divulgação da Divina Misericórdia. Mas como Nosso Senhor disse a Santa Faustina que toda “murmuração e má vontade das irmãs” não conseguirá impedir a divulgação da Divina Misericórdia e que ela se cumprirá completamente de acordo com os desígnios e a vontade de Deus. (diário, 1531).


VII - Santa Faustina e sua devoção à Sagrada Comunhão.


Muitos assuntos importantíssimos a respeito do Diário de Santa Faustina poderiam ser abordados, mas se o ano zero marca o inicio do Cristianismo e toda a história mundial foi vivida e escrita de acordo com a virtude ou os vícios dos homens não poderíamos deixar de fazer um protesto.
Desde o Concilio Vaticano II que o Santo Sacrifício da Missa virou um “banquete” e a Missa Tradicional do Papa São Pio V (aliás, o Papa do Rosário e da Batalha de Lepanto), foi substituída por um show pagão cheio de sensualidade em que padres chegam a pular, abanar braços e bater palmas, cantar musicas melosas e românticas em substituição ao canto gregoriano, não poderíamos deixar de destacar a enorme devoção e intimidade que Santa Faustina tinha para com o Santo sacrifício da Missa.
Atualmente o que dizer da comunhão sem penitência, de pé e na mão? Dom Athanasius Schneider escreveu um livro intitulado Dominus Est em que critica a atual prática eucarística sem a devida adoração, sem reverência e sacralidade que só será conhecida no dia do Juízo Final em que a história da humanidade estará concluída. “O gesto de receber o Corpo do Senhor na boca e ajoelhado poderia ser um testemunho visível da fé na Igreja no mistério eucarístico, e também um fator sanativo e educativo para a cultura moderna, para a qual o ajoelhar-se e a infância espiritual são fenômenos estranhos”. (45)
“Vi como Nosso Senhor ia a contragosto a algumas almas na Santa Comunhão. E disse-me estas palavras: Vou a alguns corações como se fosse a uma segunda Paixão”. (diário, 1598). “Hoje, um dos Padres Jesuítas nos trouxe a Santa Comunhão. Deu o Senhor a três irmãs, e depois a mim. Como pensou que eu era a ultima, deu-me duas Hóstias; uma das noviças estava numa outra cela, e faltou para ela. O sacerdote voltou novamente e trouxe o Senhor para ela. Então Jesus disse-me: - É com relutância que entro naquele coração. Recebeste essas duas Hóstias, porque não Me apresso em vir à alma que se opõe à Minha graça. Não Me agrada permanecer numa alma assim.” (diário, 1658).
Se Santa Faustina afirma que a Rússia expulsou Deus de suas fronteiras (diário, 818), o que dizer do pós-guerra em que a Rússia espalhou seus erros para o mundo e o povo brasileiro abandona a Igreja católica para o protestantismo e o espiritismo porque nestas crenças se ensinam a existência de um castigo ou premio após a morte, dos anjos e demônios, como também se ouve falar, por exemplo, do céu empíreo, enquanto a doutrina católica virou um “blábláblá” marxista?


VIII – Santa Faustina e o pecado do aborto.


Como muitos países outrora cristãos hoje possuem leis que permitem e promovem o aborto dando um amplo apoio médico e financeiro do Estado, cumpre deixar registrado aqui o depoimento desta santa sobre este pecado que brada aos céus e a Deus por Vingança:
“Hoje desejei tão ardentemente rezar uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento; no entanto, outra era a vontade de Deus. Às oito horas, comecei a sentir dores tão violentas que tive que me deitar imediatamente. Fiquei me contorcendo nessas dores por três horas, isto é, até às onze da noite. Nenhum remédio me ajudou, e vomitava tudo que engolia. Em certos momentos, essas dores me faziam perder a consciência.
Jesus deu-me a conhecer que, dessa maneira, participei da Sua agonia no Jardim das Oliveiras e que Ele mesmo permitiu esses sofrimentos para desagravar a Deus pelas almas assassinadas nos ventres de mães perversas. (...). Oxalá eu possa salvar, com esses sofrimentos, ao menos uma alma do homicídio.” (diário 1276)
O fato a se constatar é que há uma imensidão de “católicos” - se é que podemos chamá-los assim, quando não aprovam o aborto se omitem não fazendo questão de qualquer protesto contra leis que contrariem as Leis de Deus que são aprovadas nos seus respectivos países. O Padre Pavlo Vyshkovskyy – cujo avô foi enterrado vivo porque recitava o rosário, ao falar sobre o martírio da igreja católica na Ucrânia afirmou que o objetivo dos comunistas é a total destruição da Igreja utilizando para a isto das leis como armas.
Só mesmo os céticos e os indiferentes não veem que as leis que permitem o divorcio, o aborto e o casamento homossexual como também a enormidade de impostos que confiscam a propriedade privada para o Estado e as leis ambientalistas é só o começo de uma perseguição sem precedentes na história da civilização.



IX – Santa Faustina, a quarta revolução e o terceiro segredo de Fátima.


Como a humanidade não se emendou, muito pelo contrário piorou. E como Nossa Senhora já havia previsto que um terceiro castigo onde nações inteiras desapareceriam, mas que por fim o seu imaculado coração triunfará, podemos perguntar como será a história daqui para frente?
Uma coisa é certa: “Escreve isto: Antes de vir como justo juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: apagar-se-á toda a luz no céu e haverá uma grande escuridão sobre a Terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no céu, e dos orifícios, onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que, por algum tempo iluminarão a Terra. Isto acontecerá pouco antes do último dia.” (diário 83)
Maior catástrofe na história da humanidade foi o que se seguiu ao Concilio Vaticano II que contrariando os avisos de Jesus Cristo a Santa Faustina preferiu seguir uma falsa misericordia, quando o Papa João XXIII anunciou em sua abertura: “Quando ao presente, a esposa de Cristo prefere usar o remédio da misericórdia em vez de empunhar as armas do rigor (...) expondo mais claramente o seu ensino em lugar de condenar.” (46)
E o que os grandes falsos profetas do século XX, Lênin, Hitler e Stalin não fizeram o clero progressista o fez após o Concilio Vaticano II. Pois como deixou registrado em livro o padre Pavlo Vyhkovskyy, durante a perseguição aos catolicos fiéis a Roma na Ucrania havia uma igreja clandenista de religiosos fervorosos que ministravam os sacramentos, enquanto que hoje os religiosos embora existam na folha de pagamento das dioceses quando são encontrados - trajando roupas inapropriadas, na maioria das vezes negam os sacramentos aos catolicos ditos tradicionais e perseguem juntamente com os bispos os poucos religiosos que ainda cumprem com seu oficio, ao mesmo tempo em que pregam ecumenismo para com todos que contrariam e perseguem a doutrina ensinada pelo Divino Salvador.
E o Concilio Vaticano II que deveria ter condenado o comunismo numa época em que esta seita estava no seu auge de dominação e perseguição cruenta contra os cristãos só se preocupou em fazer ecumenismo até com o comunismo. E a igreja católica na Polônia fez um acordo com o regime comunista de não condenar o fim da propriedade privada proposto pelo regime socialista cujo governo títere obdecia a Moscou.
E mal terminado o Concilio explodiu na França a revolução de maio de 68 exterminando o pouco de sacralidade que existia na sociedade temporal.
Quando Nossa Senhora apareceu para a irmã Agnes em Akita no Japão no ano de 1973, deixou claro que se os “homens não melhorassem e não se arrependessem, o Pai infligirá uma terrível punição a toda a humanidade. Será um castigo pior do que o dilúvio, como ninguém viu antes. O fogo cairá do céu e destruirá uma grande parte da humanidade... tanto o bom como o mau, não poupando nem os sacerdotes nem os fiéis. Os que sobreviverem se sentirão tão desolados que invejarão os mortos. A única arma que lhes restará será o Rosário, o Sinal deixado pelo meu Filho. (47) E Nossa Senhora complementa que se os sacerdotes não se emendarem a tempo não haverá perdão para eles.
Não é a toa que Jesus disse a Santa Faustina: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a ultima tábua de salvação, isto é, a festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade. – Secretária da Minha misericórdia, escreve, fala, às almas desta Minha grande misericórdia, porque está próximo o dia terrível, o dia da Minha Justiça.” (diário, 965).
Podemos afirmar que Deus deu o poder de mudarmos a história para a vitória dos bons sobre o mal, sem dor e agonia muito embora o sofrimento seja parte de termos sido exilados do paraíso por causa do pecado original. São Luis Maria Grignion de Montfort no livro O segredo Maravilhoso do Santo Rosário nos ensina que cada vez que rezamos o rosário os anjos entregam rosas a Nossa Senhora e embelezam o paraíso preparado por Deus para nós e estas graças retornam aos homens que transformam a sociedade em uma antecâmara para o paraíso. Bem, a recíproca é verdadeira que com os pecados o homem torna a sua existência cada vez mais infeliz.
Se vier uma terceira grande guerra como está sendo anunciada será por culpa exclusiva dos bons, de sua moleza e tibieza, pois se vivemos hoje sob o que o Professor Plínio denomina de quarta revolução em que grupos já não secretos da quinta revolução fazem adorações publicas a Satanás é porque não utilizamos do antídoto dado por Nossa Senhora contra esta enfermidade que devasta a sociedade que é a devoção ao santo rosário.
Como o presente trabalho tem uma limitação por causa de sua naturesa jornalística, os que tiverem interesse em um apronfudamento maior pode seguir a bibliografia que vem ao fnal, assim, esperamos que os que já tenham lido o Diário de Santa Faustina acrescentem conhecimentos e aumentem o fervor à Divina Misericórdia e, para os infelizes que ainda não o leram comecem a sua leitura e a pratica das devoções lá ensinadas, para se tornarem dignos da misericórdia divina e porque não escrever a história futura da humanidade diferente do que pretende a Revolução e poder dizer como o Rei polonês João Sobieski III que após a vitória contra os muçulmanos em Viena na Áustria bradou: eu vi, eu vim e o coração Imaculado de Nossa Senhora venceu.




Notas:

1) Para o leitor desejoso de entender e aprofundar-se sobre este período histórico, aconselha-se a leitura dos livros Revolução e Contra- Revolução, do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, e As Aparições de La Salette, de Luis Dufaur, bem como do livro sobre Pio IX escrito pelo Prof. Roberto de Mattei.

2) O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira denomina de II Revolução a Revolução Francesa, que cujos membros mais radicais já pleiteavam a supressão da propriedade privada e cuja próxima etapa era a Revolução Comunista. A IV Revolução é a dos costumes e a V Revolução é o satanismo, com a adoração de lúcifer publicamente, como já fazem alguns grupos de Rock and Roll.

3) “Pilsudski não tinha ilusão a respeito dos bolchevistas. Tinha experiencia em lidar com eles (fornecera, com a idade de 19 anos os explosivos da bomba que o irmão mais velho de Lênin atirara no Tsar Alexandre III), inclusive com vários socialistas poloneses com quem tratara de perto. Tinha uma boa idéia de seus verdadeiros objetivos e dos meios que usavam para atingi-los.” (Zamoyski, Adam. Varsóvia 1920 – A derrota de Lênin; tradução de Roberto Alexandre Gray. Rio de Janeiro: Editora Record, 2013, pagina 26).

4) Id., p. 25.

5) Id., p. 27.

6) Id., p. 59.

7) Id., p. 35.

8) Id., p. 92. Nota: o que diriam este soldado ou outra pessoa que tivesse vivido a Belle Epoque e visse a atual vestimenta moderna das pessoas neste ano de 2013 com toda a sua nudez contrariando a modéstia inclusive dentro das igrejas, ou ainda o encontro das pessoas nas ruas que se vestem horrendamente de mortos-vivos, os zumbis?

9) Id., p.. 85 e 86.

10) Id., p. 95.

11) Id., p. 113.

12) Id., p. 121.

13) Id., p. 123.

14) Id., p. 61.

15) Davies, Norman. O levante de 44 – A batalha por Varsóvia. Rio de Janeiro: Editora Record, 2006, página 165.

16) Norman Davies, White Eagle versus Red Star – The Polish-Soviet War 1919-1920 and the Miracle on the Vistula, London, Ed. Pimlico, 2003, p. 262.

17) Vyhkovskyy, Pavlo. Il Martirio della Chiesa Cattolica in Ucraina. Roma: Luci sull´Est, 2007, página 134.

18) O General Weygand foi mandado a Polônia pela França revolucionária para chefiar o Exercito Polonês no lugar de Pilsudski. “Mas Pilsudiski não ficou impressionado. “Quantas divisões o Sr. trouxe?”, foi, segundo se alega, o que ele disse no primeiro encontro entre eles, virando–se desdenhosamente quando o francês alegou não ter nenhuma. Num esforço para acalmar o orgulho ferido, Weygand foi finalmente nomeado chefe do Estado-Maior auxiliar por Pilsudski.” (Zamoyski, Adam. Varsóvia 1920 – A derrota de Lênin, pag. 83).

19) No ano de 2011, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ao invés de se mostrar preocupada com o alto índice de divórcios, assassinatos, roubos, união homossexual, que vão contra as leis de Deus, fez uma campanha ecológica para salvar o planeta da destruição da natureza.

20) Chautard, Dom João Batista. A Alma de Todo Apostolado. São Paulo: Editora Coleção Ltda. 1962, Página 108.

21) “Folha de S. Paulo”, 30 de outubro de 2011, p. E2.

22) Rees, Laurence. Stalin, os nazistas e ocidente: A Segunda Guerra Mundial entre quatro paredes; tradução de Luís Fragoso – São Paulo: Larrousse do Brasil, 2009, p. 67.

23) Id., p. 75.

24) Id., p. 82.

25) Id., p. 74.

26) Id., p. 84.

27) Id., p. 57.

28) Id., p. 71.

29) Davies, Norman. O levante de 44 – A batalha por Varsóvia. Rio de Janeiro: Editora Record, 2006, p. 145. Cabe aqui uma nota de roda pé bem interrogativa pois  o historiador Adam Zamoyski critica o anti-semitismo que ocorreu principalmente depois da primeira guerra em relação aos judeus pelo fato de estes estarem em posições importantes na maquina soviética e por muitos judeus terem saudado as tropas bolcheviques. Este ator não nega a existência do holocausto judeu, mas e o holocausto católico por que ele é negado? E por que Hitler e os nazistas que se diziam anticomunistas e antissemitas perseguiram os católicos poloneses acusados de serem antissemitas e os oficiais que lutaram contra a Rússia comunista em 1920? Por acaso no regime nacional socialista de Hitler possuíam que tipo de pessoas nas posições importantes?  Quanto a São Maximiliano Maria Kolbe em seus escritos defendia a conversão dos judeus pela oração e devoção a Medalha Milagrosa jamais extermínio.

30) Szpilman, Wladyslaw. O Pianista, 3ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora Record, 2003, p. 194.

31) Id., p. 225.

32) Rees, Laurence. Stalin, os nazistas e ocidente: A Segunda Guerra Mundial entre quatro paredes; tradução de Luís Fragoso – São Paulo: Larrousse do Brasil, 2009 Id., p. 432.

33) Id., p. 118.

34) Id., p. 262.

35) Id., p. 263.

36) Id., p. 266 e 267.

37) Id., p. 95.

38) Id., p. 343.

39) Id., p. 343 e 344.

40)  Nagorski, Andrew. A batalha de Moscou; tradução de Paulo Castanheira. São Paulo: Editora Contexto, p. 275.

41) Davies, Norman. O levante de 44 – A batalha por Varsóvia. Rio de Janeiro: Editora Record, 2006, p. 645 e 646.

42) Plínio Correia de Oliveira. Jornal Legionário, Justitia - 29 de dezembro de 1940.

43) Legionário n.º 583, 7 dias em revista, 10 outubro de 1943.

44) Garcia, Marcos Luiz. Fátima, a grande esperança. São Paulo, 2005, Editora Cruz de Cristo.

45) Schneider, Dom Athanasius. Dominus Est! O dom inestimável da sagrada Comunhão. 2ª. Edição. Campinas: Editora Raboni, 2009, p. 80.

46) Foi durante o Pontificado do Papa João XXIII que a devoção à Misericórdia Divina exposta por Santa Faustina Kowalska foi proibida pela Congregação do Santo Oficio, onde as imagens foram retiradas, os sacerdotes foram obrigados a não divulgá-la, foram retirados os santinhos, o terço da misericórdia, a novena e em geral tudo que pudesse significar a divulgação do culto. Além do mais, o padre Sopocko que foi o diretor espiritual de Santa Faustina teve uma severa admoestação da Santa Sé e muitos outros dissabores.  Ver nota 156 na página 480 do diário publicado no Brasil.

46.2)  Foi sob o reinado do Papa João XXIII, canonizado no domingo da misericórdia de 2014, que ocorreu a mais dura perseguição ao Santo Padre Pio de Pietrelcina. Embora a proibição à divulgação da Misericórdia Divina tenha sido levantada pela Sagrada Congregação para Doutrina da Fé em 30 de abril de 1978 (Paulo VI morreria quatro meses depois), atualmente a Divina Misericórdia, segundo relato de Santa Faustina, é feita de modo completamente deturpado, desvirtuado e distorcido pelo clero modernista e pelos fiéis leigos tíbios. Donde se conclui que a referida deturpação acaba sendo, sob certo ponto de vista, pior do que  a condenação, ou uma vingança desta última, pois desfigurar a imagem de alguém é pior do que proibi-la de se apresentar. E a pobre Santa Faustina, que a exemplo dos profetas do Antigo Testamento que avisavam o povo dos graves desvios doutrinários, também não foi devidamente ouvida.

47) Diogo Waki. Nossa Senhora de Akita – um alerta para o mundo através do Japão. Revista Catolicismo n.º 724, Abril de 2011.







Bibliografia:

Chautard, Dom João Batista. A Alma de Todo Apostolado. São Paulo: Editora Coleção Ltda. 1962.

Corrêa de Oliveira, Plínio. Revolução e Contra-Revolução. São Paulo: Editora Artpress, 4ª. Edição, 1998.

Dobraczynski, Jan. Il Cavaliriere dell´Imacolata – Vita di Massimiliano Maria Kolbe; traduzione di Paolo Statuti. Milano: Editora Gribaldi.

Davies, Norman. White Eagle versus Red Star – The Polish-Soviet War 1919-1920 and the Miracle on the Vistula, London, Ed. Pimlico, 2003.

Davies, Norman. O levante de 44 – A batalha por Varsóvia. Rio de Janeiro: Editora Record, 2006.

Kowalska, Santa Faustina Maria. Diário – A misericórdia Divina na minha Alma. Paraná: Apostolado da Divina Misericórdia, 2010.

Nagorski, Andrew. A batalha de Moscou; tradução de Paulo Castanheira. São Paulo: Editora Contexto, 2013.

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Mattei, Roberto de. Apologia da Tradição. São Paulo: Ambientes & Costumes Editora, 2013.

Mattei, Roberto de. O Concilio Vaticano II – Uma História Nunca Escrita. São Paulo: Ambientes & Costumes Editora, 2013.

Montfort, São Luís Maria Grignon de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 35ª. Edição.

Montfort, San Luigi Maria Grignon de. Il Segreto Meraviglioso del Santo Rosário per Convertirsi e Salvarsi. Roma: Edizioni Montfortane 5ª. Edizione italiana, 2006.

Schneider, Dom Athanasius. Dominus Est! O dom inestimável da sagrada Comunhão. 2ª. Edição. Campinas: Editora Raboni, 2009.

Szpilman, Wladyslaw. O Pianista; tradução de Tomasz Barcinski. 3ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora Record, 2003.

Vyhkovskyy, Pavlo. Il Martirio della Chiesa Cattolica in Ucraina. Roma: Luci sull´Est, 2007.

Zamoyski, Adam. Varsóvia 1920 – A derrota de Lênin; tradução de Roberto Alexandre Gray. Rio de Janeiro: Editora Record, 2013.



Um comentário:

  1. Nada a declarar as atrocidades da guerra não me agradam, detesto tudo qui é violência, e a guerra é tudo isso lágrimas, dor, ódio toda sorte de miséria. Fred Joya

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